domingo, 25 de julho de 2010

Estava pensando no que postar hoje, remexendo nas minhas anotações encontrei um texto antigo meu e acho que é melhor publicá-lo à falar qualquer outra coisa hoje. Estou entre a saudade, a felicidade e ansiedade. E porque não os três de uma vez só? Enfim, eis que segue o texto:

Tem noção do que é você olhar para trás e não conseguir sentir saudade de nada? De não ter o que sentir, como sentir, nenhum cheiro, nenhuma voz, nenhuma lembrança boa? Você saber o que é o tempo arrancar de você as coisas que você ainda sentia prazer de lembrar e te deixar apenas a imagem da última vez, do pior momento que podia ter existido? Vontade de morrer, e ter medo das consequências que essa vontade pode trazer? Todos dizem que vai passar, mas como confiar nisso se a vida vem mostrando o contrário. Até quando quando se conformar e acredita que o que acontece hoje mais tarde terá justificativa? Eu quero, eu preciso de um motivo para viver. Eu quero me apaixonar, e não falo de homem e mulher, quero me apaixonar pela vida, de querer viver, de ter um propósito. Eu sei, não é o final do mundo. Mas quer saber? É assim que me sinto. Como se o mundo tivesse acabado. E não adianta vir me dizer que é uma fase, porque não é. As vezes até penso que está melhorando, mas de repente, parece até que sabiam que eu estava bem e lá vem a rasteira. Com licença, eu quero ser feliz, posso? Posso gargalhar sem motivo? Posso ter motivo para me levantar da cama? Porque eu quero tudo isso! E pior, sabe de quem depende para se ter tudo isso? De mim. E é isso que mais me mata. Saber que a felicidade está nas minhas mãos e eu não faço nada. Ou melhor, eu não sei o que fazer. Ele bagunça minha vida quando o que mais busco é paz. Eu quero paz, quero viver em paz.


No dia 24/4/2009

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