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sábado, 25 de maio de 2013

Da minha saudade.

E você de novo não me sai do pensamento, então começo a me questionar se vai ser para sempre assim.
Não se para sempre vou pensar em você, porque com isso já me acostumei, mas me fica a dúvida se só vou me sentir confortável em pensar sem ser necessário externar.
Por vezes, o pensar vem acompanhado de incomodo, uma pseudo dor, um vazio.
E até que eu escreva, eu me ponho a sonhar contigo, a falar de você em casa, a olhar fotos, ouvir músicas, a ficar inquieta antes de dormir.

Não cabe em mim a saudade que tenho de você, e não sei se um dia vai caber.
Você está dentro de mim, e a certeza que tenho é que vou levar você comigo para qualquer lugar que eu vá.
Em algum lugar no tempo vai ter uma aparição sua na minha cabeça, inconsciente. Eu simplesmente te sinto, como se minha mente só precisasse de um tempo sozinha para que você surgisse.

Eu juro, eu não queria sentir tudo isso. Eu não queria.
Não que eu quisesse esquecer você, eu só queria me libertar; Eu quero pensar em você só com alegria, pois esse sentimento é algo que me para no tempo, como se anos e mais anos fossem passar e eu nunca fosse superar sua perda, e eu, por incrível que pareça, sei que isso não é saudável. Mas sei o que sinto e talvez fosse muito pior negar, porque assumindo isso, eu posso controlar. É mais uma fase, como tantas outras. Eu já devia ter me acostumado. É que basta eu dar brecha para pensar em você que tudo conspira: as músicas na televisão, as rodas de conversa, as frases soltas. Em tudo acaba surgindo um pedaço seu.
E mais uma vez o tempo vai passando, os dias transcorrem e eu deixo de evidenciar sua ausência. Até que lembro de novo, e passam-se mais alguns dias, semanas talvez. Só de saudades. Só ausência.

Eu não aguento mais sentir sua falta.


"Tudo que ficou
Mexe com meu interior
Isso afeta meus sentidos
Foi o seu cheiro que sumiu

Tudo acabou, interrompeu-se tudo que existiu
Menos de um segundo e eu já perco o ar
Quase um minuto, quero te encontrar
É um sentimento que preciso controlar
Porque você se foi
Não está aqui..."




quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Você outra vez.

Mais uma vez estou ouvindo a playlist que me faz lembrar você.
E mais uma vez eu queria que nenhuma dessas músicas tocassem, que me fizessem pensar em você,
porque essa lembrança de alguma forma me faz enxergar que você não está mais aqui.
Que não adianta olhar pro celular porque ele não vai tocar, não adiantar olhar para o fim da rua esperando que você dobre a esquina.
Não adianta continuar esperando notícias suas. Não adianta nada, cada vez tenho mais certeza disso.

E adianta muito menos negar.

Negar que lembro de você com constância, que eu não me conformei, que eu te espero em cada batida do meu coração, que sua partida é algo que não se explica ainda que eu entenda.
Eu não consigo aceitar não te ter comigo, está difícil demais olhar para trás e ver tudo que vivi sem você.

Entre todos altos e baixos, se aproximam os oito anos desde sua partida, oito anos. Hoje, sinto como se tivesse parado no tempo, minha fase atual está no baixo. Os meses que sempre foram festivos, se tornaram enlutados, as comemorações perderam o sentido se no final de tudo eu não te vejo. Meu coração guarda seu lugar, porque você deixou um coração que sofre, que anseia te encontrar eternamente.
Preciso de você junto de mim, entende? Preciso da sua força, preciso ser forte com você, e hoje não sei fazer isso. Não, hoje não. Talvez amanhã.


Mas o talvez é incerto, assim como a minha vontade de acabar com tanta espera.
Porque eu não queria estar escrevendo isso agora, não é meu desejo. Eu não queria nunca ter escrito nada para você. Mas a noite traz memórias do passado, me traz você.

Eu sei, o plano era ficar tudo bem. Eu sei, eu lembro. Mas hoje eu não consigo.
Me desculpa, mas por hoje não. Hoje eu quero continuar olhando para o céu, imaginando que você também vai fazer o mesmo e que, por uma fração de segundos, nossos olhares vão se cruzar.

Só então, eu vou adormecer. Procurando em cada noite um motivo para acordar amanhã.

domingo, 29 de julho de 2012

Era uma vez...

Sabe quando seu coração fica bem pequenino sem motivo nenhum aparente?
E então, você sabe que você não é assim, você não costuma se entristecer a toa. É nesse momento que você busca motivos para o óbvio: Entre despedidas, ausências e partidas, você lembra que há um vazio que nada nem ninguém preenche. Há um vazio que nessa data completa 7 anos e 7 meses.
As palavras somem, os olhos ficam cheios de lágrima. Você perde o chão. E começa a escrever.

Você não, eu. Porque eu falo de mim no dia de hoje, falo do Dani e da sua ausência.

Porque depois de tanto tempo, ainda parece que foi ontem. É tão recente. É tão incompleto. É tão sem brilho.

Sem o brilho dos seus olhos, sem o som da sua risada, sem suas piadas que eram o motivo das minhas, sem sua amizade. Sem você. Tão sem você, tão sem cor.

E sem você é tudo pela metade. Falta algo que ninguém me proporciona. Falta algo que eu só encontro quando me lanço em adoração, é quando me sinto mais perto de você.

É quando eu encontro aconchego, quando encontro seu carinho, sua irmandade, seu afeto. Quando me encontro em você.

Ainda sou tão humana, tão fraca, tão pequena para entender as grandezas dos nossos destinos. Sou tão pequena para aprender a ficar sem você, a entender que não posso ficar esperando que você ou eu, esteja em cada vitória ou derrota, minha ou sua. Sou tão pequena quanto o dia em que você me deixou. Sou tão pequena quanto a fração de segundos que tive para me despedir. Sou tão pequena quanto a quantidade de ar que respiro enquanto escrevo. Tão pequena quanto o momentâneo ânimo.

De grande, a saudade. E as recordações de momentos bons. E o tamanho do meu sorriso quando falo sobre você.  E a aceleração do meu coração quando fecho os olhos e te vejo. Mas grande, grande mesmo, só o meu amor por você.

Ainda que você tenha partido sem mim, ainda que as providências tenham nos afastado, eu sei que você está bem, povoando tantos outros jardins. O amor espera. O amor entende. O amor supera. O amor crê.

E eu acredito tanto.
Acredito que aquela batida na porta podia ter sido você, mas faz tanto tempo desde a sua ida. De repente, como num piscar de olhos tudo acabou. Ano após ano eu encontro sinais da sua partida.

Sete anos e sete meses e eu não pensei em nada que não fosse o desejo da sua presença. Não pensei em nada que não fosse uma forma de controlar esse sentimento, porque você já se foi.

Nunca haverá ninguém como você.

Para você, toda minha saudade e meu amor de sempre; Porque sim, eu sei que um dia vou te encontrar eternamente.


"Cada simples pensamento meu é uma medida
Que há tempos decidiu te amar sem reservas
Tudo o que tenho de valor, são as minhas memórias
Se elas partissem, eu partiria em dois"  

Ainda olho para o céu quando estou triste, ainda te enxergo nas estrelas, meu moranguinho.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Nostalgia.




Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo o tempo todo
E quando eu vejo o mar,
Existe algo que diz,
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem


Vento no Litoral - Renato Russo

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Daniel.

Ontem eu estava assistindo "Um Amor pra Recordar" e você não saiu da minha cabeça. Você que eu conheci com 3 aninhos, aquele que sabia tudo sobre mim, todos os meus segredos de criança, você era o meu melhor amigo e de tanta amizade veio o amor. Amor esse que não sai do meu peito, amor que me faz ter saudade, amor que faz com minha perda pareça ser maior do que a dos outros.
Você me deixou tão cedo, com apenas 11 anos, e eu com 12, faltando uma semana para seu aniversário. Sua partida foi tão prematura que mal deu para viver esse amor, não tive tempo de deixar que esse sentimento se tornasse coisa de gente grande. Lembro com clareza daquela manhã, o pior dia da minha vida. Porém, com mais clareza ainda eu me recordo da nossa formatura do ABC, do nosso beijinho de criança, do pega-pega, das guerras de piriquiti, e uma lembrança muito presente que faz meu coração sorrir é de quando ao descer a escada na hora da saída no colégio você grita do alto: "Eu te amo, meu moranguinho! Eu te amo!"

Hoje, após 5 anos e 6 meses da sua partida, o meu coração não deixa de acelerar quando ouço seu nome, o desejo de dançar valsa contigo permanece, e a certeza que você está me protegendo alimenta minha fé quando olho pro céu e vejo você na estrela que mais brilha.
Eu sei que você está bem, e espero o dia que vou vê-lo de novo.
Pois você é como o vento, eu não te vejo, mas te sinto.

Pra você, o meu eterno amor: Eu te amo, meu moranguinho! Eu te amo...