Nunca gostei do inacabado, das histórias sem fim, da ausência do ponto final.
Ficar presa ao passado não é nada saudável. Encontrar no trabalho, na esquina ou no bate-papo um alguém que já foi seu e de repente deixou de ser, traz a sensação nada agradável de nostalgia.
E o problema não está na nostalgia, porque quando há histórias resolvidas, quando de fato o ciclo foi fechado é tão bom lembrar.
Mas assim não, assim fica um vazio. Assim fica faltando algo, ausência de gestos e palavras, de algo que mostrasse que tudo aquilo não existe mais. Mostrasse que acabou e o porquê de ter acabado.
E não assim. Sem esse pedaço seu em mim. Sem as situações tão nossas. Sem nossa alegria, sem nossas brigas.
Não que seja presente, que acabe logo e vire passado. Mas sem postergar, sem essa tortura de busca inacabável de motivos, de justificativas. Não com essa mania de colocar a culpa só em mim.
Talvez um ponto-e-vírgula, mas nunca mais essa sensação de reticências...

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