sábado, 1 de dezembro de 2012

Pseudo-egocentrismo.

Nem se você quisesse, conseguiria imaginar quantas noites perdi procurando um motivo para que não tenha dado certo.
Você não iria conseguir quantificar o tempo que aluguei os ouvidos das amigas, quantas horas no celular, quantas rodas de conversa, quantos sonhos, quantas insônias.
Não seria capaz de recuperar tanto tempo - e esforço - perdido.

Procurei tantos erros, busquei em mim tantas formas e respostas, abri mão da razão e me joguei no meu interior em busca de algo que justificasse.
E então, eu com essa mania de pseudo-egocentrismo concentrei todas as falhas em mim, esquecendo que tudo era apenas uma questão de interesse. O seu interesse.
Mas isso era nítido, não havia algum.

Não havia vestígio de uma necessidade de explicar atitudes tão infantis, tão imaturas, tão distintas. Não havia nenhum sinal da justificativa de ter agido tão diferente, de ter sido tão oposto do que tu eras.

Não havia nenhum sinal seu. Nem de fumaça, bilhete, carta, email, ligação, sms, whatsapp, nem muito menos um mísero sinal de que queria que fosse diferente. Porque podia ter sido. Mas não foi.

Em meio a isso, o que menos faz sentido de tudo, é sua falsa consciência pesada ao encontrar meus amigos. Recados de intenções duvidosas não compensam.

Mas compensar não significa que eu não vá pensar. Porque a cabeça sabe o que é certo, mas meu coração é bobo, meu bem. E desde que tive notícias suas não parei de justificar os motivos inaceitáveis que você poderia me dar.

E mais uma vez eu escrevi para você, mesmo sabendo que isso não faz o menor sentido.



Nenhum comentário:

Postar um comentário

O seu sentimento: