Eu lembro como hoje a primeira vez que te vi, nossos olhares se cruzaram e dali para frente não mais desviaram. Naquele primeiro dia as palavras foram poucas, contrariando todas que se sucederiam.
Muita coisa aconteceu desde aquele 5 de fevereiro. E nenhuma delas estavam nos planos.
Hoje, nossos olhares se cruzam ainda mais perto, a ponto de um cílio bater no outro.
Hoje, após muita troca de olhares, conseguimos saber quando o outro quer falar e, as vezes, até o que quer falar.
Hoje quando os olhos se cansam, a gente só fala “oi, amor” e fechamos, porque já foi dito tudo.
Hoje, não há nada que eu deseje mais que continuar cruzando contigo: os olhares, as palavras, a vida. Encostando em mim os cílios, o sorriso, o corpo. Cuidando desse laço originado dos nós da nossa vida.
Hoje, meu olhar te diz o que eu ainda não tive coragem de falar. Mas é fato, eu não quero te deixar.
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