É difícil estar sozinha.
É difícil não pensar em você. Em tudo que vivemos. Na nossa parceria e cumplicidade.
Nos papos sobre trabalho, família, dinheiro. Sobre planos sobre o futuro, carnavais, olimpíadas e até filho.
É difícil não pensar naquele amor, no acolhimento, segurança e paz.
No lugar seguro que era seu abraço, a garantia de uma noite gostosa e a compatibilidade de gostos. A forma de se adaptar a rotina e bagunçar a monotonia.
É difícil estar com você.
E me ver tão descartável, dispensável e tão longe do seu pódio.
É difícil aceitar que nenhum esforço para ficar comigo, vale a pena para você.
É difícil te aceitar indo embora na dificuldade, nos conflitos. É difícil te ver tão independente, solto e desapegado.
Difícil te ver escondendo o que sente, se lançando no mundo e ignorando a gente.
De naturalizar o teu ego, priorizar suas fraquezas e me encaixar no seu mundo.
É difícil lidar com seu pragmatismo, objetividade e conveniência.
É difícil escolher qual difícil que eu quero ficar: te deixar ir ou te esperar voltar.
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