quarta-feira, 2 de março de 2022

30 anos.

Como vocês devem saber, dia 20 foi meu aniversário. 

3 décadas que pisei nesse mundo.


Ter 29 anos foi incrível, melhor do que eu podia imaginar. 

Pude fazer o que mais me inspira: sentir. Amar. Viver. 

Ser intensa.


Mas o tempo da versão 29 tava acabando. 

E eu nunca precisei refletir tanto. Tão rápido. 

A crise dos 30 chegou antes mesmo da idade nova. 


Doeu, foi difícil, foi intenso. 

Foi exatamente do jeito que sou. Um turbilhão.

Do nada, chorava. Tive crises de ansiedade, a terapia castigou.

Perdi peso e sono. 


Pensei em toda minha trajetória pra chegar aqui:

Ufa, sobrevivi. Nossa, quanta coisa pra consertar.


Eu fico maluca pensando nisso, o que eu fiz para estar nesse lugar? 

Não da para saber se é certo ou errado, mas é meu.


E depois de tantos desafios, de tempestades e noites em claro,

vem o sol e a forma como eu me conecto com ele.

O sorriso vem junto. 

E a gente já não sabe mais onde o sol nasce ou se põe, 

perdido na beleza que é dele, mas também minha.


Ainda dói, mas a calmaria veio. 

Ela sempre vem.


Entre o “aprendi, mas preferia ter ficado burra” e o “a dureza nos deixa mais leve”, a vida continua.

As reflexões também. 


Eu sei que é bom estar aqui. Mas também não é. 

Ao menos, o desconforto sempre me moveu. 

O querer mais. Amar mais. Viver mais. 

Prometo a vocês que seguirei tentando.

Sentindo.

E as vezes escrevendo e dividindo aqui com vocês, sobre a beleza que existe nesse vai e vem.

Obrigada por dividir a vida comigo.

Que a próxima volta ao sol seja leve. 

Mas se não for, 

Temos todo tempo do mundo!

Que venham as próximas décadas :)

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