Como vocês devem saber, dia 20 foi meu aniversário.
3 décadas que pisei nesse mundo.
Ter 29 anos foi incrível, melhor do que eu podia imaginar.
Pude fazer o que mais me inspira: sentir. Amar. Viver.
Ser intensa.
Mas o tempo da versão 29 tava acabando.
E eu nunca precisei refletir tanto. Tão rápido.
A crise dos 30 chegou antes mesmo da idade nova.
Doeu, foi difícil, foi intenso.
Foi exatamente do jeito que sou. Um turbilhão.
Do nada, chorava. Tive crises de ansiedade, a terapia castigou.
Perdi peso e sono.
Pensei em toda minha trajetória pra chegar aqui:
Ufa, sobrevivi. Nossa, quanta coisa pra consertar.
Eu fico maluca pensando nisso, o que eu fiz para estar nesse lugar?
Não da para saber se é certo ou errado, mas é meu.
E depois de tantos desafios, de tempestades e noites em claro,
vem o sol e a forma como eu me conecto com ele.
O sorriso vem junto.
E a gente já não sabe mais onde o sol nasce ou se põe,
perdido na beleza que é dele, mas também minha.
Ainda dói, mas a calmaria veio.
Ela sempre vem.
Entre o “aprendi, mas preferia ter ficado burra” e o “a dureza nos deixa mais leve”, a vida continua.
As reflexões também.
Eu sei que é bom estar aqui. Mas também não é.
Ao menos, o desconforto sempre me moveu.
O querer mais. Amar mais. Viver mais.
Prometo a vocês que seguirei tentando.
Sentindo.
E as vezes escrevendo e dividindo aqui com vocês, sobre a beleza que existe nesse vai e vem.
Obrigada por dividir a vida comigo.
Que a próxima volta ao sol seja leve.
Mas se não for,
Temos todo tempo do mundo!
Que venham as próximas décadas :)
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