quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Quase tudo.

Eu tenho quase tudo.
Tenho um pedaço do seu dia no meu, tenho uma porcentagem do seu tempo dedicado a mim, tenho suas palavras, gestos e sorriso.
Tenho seu afeto, carinho e consideração.
Tenho também o som da sua voz e o teu olhar.
Sua preocupação, seu interesse e paciência.
O cuidado e o respeito.

Me falta seu abraço, seu beijo, seu cheiro.
Sua companhia fisica e o toque de suas mãos.

Eu tenho o telefonema de boa noite, a mensagem de bom dia,
Me falta dormir contigo e acordar com você do lado;

Tenho suas músicas preferidas no meu notebook,
Me falta ouvi-las contigo;

Tenho seu recado no meu scrapbook,
Falta o recado na geladeira;

Eu tenho o seu amor, me falta apenas poder te mostrar o meu.


sábado, 2 de outubro de 2010

Lista.


Eu sonho tanto com nossa hora, penso tanto no nosso dia, nosso encontro, que elaborei uma lista de tudo que eu quero.

Eu quero seu beijo.
Eu quero ouvir suas músicas e mexer no seu cabelo.
Eu quero sua voz no meu ouvido.
Eu quero te esperar chegar em casa do trabalho.
Eu quero te abraçar na rua. Eu quero assistir abraçada contigo um filme de terror.
Eu quero andar de mãos dadas contigo. Eu quero fazer seu prato preferido.
Eu quero te esperar pra almoçar comigo. Eu quero teu sobrenome.
Eu quero tuas manias e costumes. Eu quero te acordar com café na cama.
Eu quero fazer parte da sua vida. E quero que você faça parte da minha.
Eu quero receber o seu carinho. Eu quero que você acaricie o meu cabelo.
Eu quero que você beije minha orelha e cheire meu pescoço. Eu quero seu toque.
Eu quero que você sinta meus cabelos molhados. Eu quero vigiar o seu sono.
Eu quero tomar sorvete contigo numa praça. Eu quero te olhar nos olhos.
Eu quero rir das suas piadas bobas. Eu quero sua companhia diária. Eu quero te beijar na chuva.
Eu quero que você cubra meus olhos quando passar algo na tv que eu tenha nojo.
Eu quero que você tape minha boca quando minha gargalhada tiver alta.
Eu quero escolher suas roupas. Eu quero que você sorria de mim por eu ser tão boba.
Eu quero namorar na praia. Eu quero o seu perfume no meu travesseiro.
Eu quero te acordar durante a noite com medo pedindo pra que você cuide de mim
Eu quero que você saia do trabalho pra me fazer uma surpresa.
Eu quero seu cheiro. Eu quero dormir sabendo que vou acordar com você do lado.
Eu quero que você opine no meu novo corte de cabelo. Eu quero te fazer cafuné.
Eu quero seus sapatos espalhados na casa, toalha na cama, roupas no chão do quarto.
Eu quero que o tempo demore pra passar quando eu estiver ao seu lado.
Eu quero viver isso tudo por muito tempo. Eu quero você dormindo de conchinha.
Quero que você me ame. Quero poder te amar.

Eu quero que tudo isso aconteça, não importa o tempo que precise pra acontecer, basta apenas que aconteça.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Bússola.

Ela nordeste, ele norte. E essa palavra nunca havia feito tanto sentido quanto agora, norte! Afinal, ele se transformou no norte que ela precisa, na direção, o caminho. Antes dele, tudo havia perdido o sentido, o gosto, o prazer. 
Antes dele não havia nada. 
Antes dele ela não queria mais ninguém. 
Mas ele chegou de fininho, quando ela não queria ninguém. Ele devolveu tudo aquilo que um dia ela sentiu, o coração voltou a acelerar quando o celular toca, o som de mensagem chegando nunca foi tão esperado. A duvida voltou a surgir, as escolhas tiveram que ser feitas, as prioridades foram determinadas. E ela só queria tê-lo por perto, só queria poder sentir o seu perfume, o seu toque, queria ter o beijo. Havia tantos planos para a vida dela, tantas formas de se acostumar a ser sozinha. E ele mudou tudo. Parece ser diferente de todos os outros, ele trouxe de volta a alegria no coração, alegria que ela nunca mais havia sentido.  
As coisas antes vividas ficaram no passado, não a atormentam mais. Ela sabe das coisas mais belas e simples: Sabe que ele olha pra mesma lua que ela, sabe que sente saudades.
Ele trouxe a vontade de ser amada outra vez, ele trouxe pra ela a vontade de amar.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Sinto falta.


O tempo vai passando e eu vou vendo como você foi especial na minha vida. Ele as vezes serve para curar dores, mas da mesma forma há momentos em que o tempo só faz aumentá-las. Eu sinto tanto a sua falta, sinto tanto a sua ausência no meu cotidiano, nas minhas manhãs colegiais. Sinto falta do seu abraço, das nossas cartinhas, do nosso jeito próprio de falar, dos olhares secretos, apelidos colocados, conselhos amorosos, desabafos, segredos, fofocas e tanta reciprocidade. Foram anos e anos, só eu e você. Me pego relendo nossas cartas e bilhetinhos trocados, olhando nossas fotos e lembrando de mim, dessa forma eu também lembrava de você, lembrava da gente. Não existe um só momento da minha vida que você não tenha participado, não tem um sorriso meu que você não tenha sorrido junto, nem uma lágrima que você também não tenha chorado. Eu queria voltar no tempo e reviver tudo isso, com muito mais intensidade do que eu já vivi um dia; Queria voltar no tempo e te dar mais um abraço, passar mais tempo na sua casa, ensaiar mais, rir mais, gritar mais, fofocar mais, tudo mais, muito mais. Queria voltar e dizer pra você, te olhando no olho, que eu te amo! E te agradecer, amiga-irmã, por ser tão especial para mim.

Obrigada por você existir, amiga.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Assim.

E de repente descubro que não te amo mais.

Assim inexplicável, da mesma forma que começou.

E todo aquele medo de não conseguir amar de novo, e toda aquela dependência que eu tinha de você foi embora sem nem dizer adeus.

Eu só precisei de tempo para enxergar tudo isso, só precisei acreditar que ia dar tudo certo.
E se eu acreditei em todas as suas mentiras, não seria difícil acreditar no meu próprio bem. Desisti de achar que você era insubstituível, afinal você não é, nunca foi. Descobri que só se cura um amor com outro, me permiti amar outra vez, e vou amar quantas vezes forem preciso, até encontrar o meu pra sempre. Que definitivamente não é você. Não espero mais sua ligação, meu coração não acelera quando te vejo, não busco por noticias suas, nem quero que você saiba de mim, não quero te encontrar, não quero ser relacionada ao seu nome. 
Na verdade eu nem sei o que você é, não mais. Agora que me libertei da única coisa que me prendia a você eu posso viver livre, se bem que não se trata nem de viver livremente, e sim, de finalmente viver.

E como diria Caio: '(...) e a gente esquece sabendo que está esquecendo.'


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Conjugado no passado.


Sozinha, frágil. Com vontade de chorar, por tudo que houve, pelo que aconteceu, pelas coisas que ameaçaram ser mais não foram, pelo coração partido, confiança quebrada, pelo amor rejeitado. Tudo tão imediato, que se analisar a agilidade não se acredita na intensidade. Cabeça cheia, coração vazio. Só angustia, incerteza e lágrimas querendo cair. Ignoro todo e qualquer sentimento que queira aparecer, eu tenho medo. Medo de não saber como agir, medo de não ter força para reagir. Que vergonha de sentir isso, que vergonha por me deixar ser insegura. Ninguém devia ter o poder de fazer outra pessoa se sentir assim, repito: ninguém! Parece que tudo acabou, que aquela coisa bonita nunca existiu, o hoje está tão cheio de ressentimentos, de rancor, de mágoa. E o amanhã talvez nem exista, talvez tudo tenha se perdido em minutos, rápido, como tudo sempre foi. Abraço o travesseiro e imagino que é ele, sim, ele... Porque ele sempre me protegeu, sempre acreditou em mim, e me fez acreditar. Assim mesmo, conjugado no passado, afinal, eu acho que é lá onde tudo isso ficou. E me dói tanto pensar no fim de algo que nem começou. Tão prematuro, tão cedo, precipitado. 

Eu te amo com um amor que não acaba, que resiste, que perdoa, que esquece, que anima, que aquece, que se faz forte e feliz, e por mais contraditório que seja, um amor que machuca, que seca, que amolece, que duvida.

Eu te amo com um amor que me faz sentir viva.

domingo, 5 de setembro de 2010

E se...

E se a distancia não existisse?
E se o amor fosse maior que tudo?
E se querer fosse poder?
E se todos nossos sonhos se realizassem?
E se só existesse eu e você?
E se não houvesse barreiras?


Já ouvi muito dizer: " Não são as respostas que movem o mundo, e sim as perguntas".
Não sei até que ponto concordo com essa afirmação. Acredito que as respostas para essas perguntas moveriam o meu mundo, aliás, você me move.
Você que me aconselha, que me protege, que me ama, que me entende, me aceita e me consola.
Você que eu amo.
Já é tarde para pensar nas marcas que ficam, é tarde para entender o que é não ter você. É cedo para deixar isso tudo para trás. É cedo para dizer que é impossível.


E se tudo isso virasse realidade?