segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Colo.

Diferente de tudo que é supervalorizado no tempo atual,  indo contra a tudo que propagam, a todas as composições musicais, por hoje, eu só queria colo.

Queria alguém em que eu pudesse apoiar e descansar.
Sem questionamentos.
Sem respostas.
Sem cobranças.
Sem pensamentos.
Sem você a todo instante na minha cabeça.

Só o silêncio e a segurança, um lugar para ir e repousar.
Alguém que alisasse meus cabelos e tocasse minhas mãos, mudo.

Só me deixando ser eu, assim, menina-tola com os pés fora do chão.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Príncipe.

Acho que no fundo eu nunca deixei de ser a criança que acreditava em contos de fadas e no príncipe encantado.
Acho que no fundo, quase que escondido, isso de "príncipes não existem" é só proteção mesmo, coisa que a sociedade impõe.
Porque muito mais fundo, está o meu medo, um medo quase inconsciente.
Medo que cai por terra com cada poema de amor, dos mais clichês e trágicos como Shakespeare até os mais contemporâneos como Caio Fernando, com filmes de amores-quase-impossíveis, com músicas românticas que fazem sentido, com a melodia da marcha nupcial.
Não espero longas tranças, a maçã envenenada, a carruagem, castelos, o sapato de cristal, anões, xícaras falantes, feitiços e até madrastas más.
Mas aguardo as juras de amor incondicional, as serenatas, abrir e fechar de porta, carinho nos cabelos, andar de mãos dadas, puxar cadeira, beijo na testa. Porque tudo isso existe de fato. As pessoas que fizeram com que sumissem do cotidiano, as pessoas que deixaram de ser nobres príncipes e princesas porque cansaram de esperar, e ainda assim anseiam que um dia sejam tratadas como tal.

Mas eu, eu não. Eu não canso.

Eu espero um príncipe, ainda que com seus defeitos, sem cabelos louros e olhos azuis como os dos contos. Com seu hálito matinal e sem espadas. Pode roncar, roer unhas e sem armadura. Pode vir como quiser, eu pulo a parte do cavalo branco. Peço apenas que seja um bom filho, que goste de crianças e que não tenha medo de se apaixonar. Peço que suas qualidades sejam maior que sua lista de amores de uma noite. Tenho tantos versos e músicas para dedicar a você.

Mas eu alerto, ainda que acredite em príncipes e princesas, não espere que eu seja submissa e cheia de falsa modéstia, que esteja o tempo inteiro aguardando você para me salvar, algumas vezes saberei me defender sozinha. Não deseje que enquanto espero nosso encontro eu esteja dormindo para ser acordada por seu beijo. Não espere alguém artificial e impecável o tempo inteiro, meu humor oscila na TPM. Tenho qualidades quase que na mesma proporção que tenho defeitos.

Valorize a minha espera pois eu, eu sim, vou esperar o meu príncipe. Pois só por ser meu, ele já é encantado.

E por você, meu príncipe, eu espero sempre. Eu te encontro no "felizes para sempre".




“Os contos de fada são assim. Uma manhã, a gente acorda e diz: ‘era só um conto de fadas…’ E a gente sorri de si mesmo. Mas, no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida.”
- Antoine de Saint-Exupéry 


quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Esse sim.

Depois de tanto resistir resolvi escrever para você, mesmo passado tanto tempo.
Não, eu não guardo mágoas.
Não, eu não te quero mal.
Não, eu não te acho uma pessoa ruim.

Ah, mas sim... sim, você me magoou muito.
Sim, você me decepcionou.
Você me fez acreditar em você.
Você me fez achar que era possível.

Agora entende? Você tirou os meus pés do chão e então foi embora, e quando fui colocá-los de volta não tinha mais onde pisar.

Mas, ainda assim, você é especial. Porque de alguma forma você marcou, deixou sua cara nos jogos de futebol, na madrugada.

Não, eu não penso mais em você. Mas dessa vez sim, esse foi inteiramente para você.



Para contradição apenas:

"Às vezes, sinto falta, às vezes, acho que é um alívio estar longe."

domingo, 29 de julho de 2012

Era uma vez...

Sabe quando seu coração fica bem pequenino sem motivo nenhum aparente?
E então, você sabe que você não é assim, você não costuma se entristecer a toa. É nesse momento que você busca motivos para o óbvio: Entre despedidas, ausências e partidas, você lembra que há um vazio que nada nem ninguém preenche. Há um vazio que nessa data completa 7 anos e 7 meses.
As palavras somem, os olhos ficam cheios de lágrima. Você perde o chão. E começa a escrever.

Você não, eu. Porque eu falo de mim no dia de hoje, falo do Dani e da sua ausência.

Porque depois de tanto tempo, ainda parece que foi ontem. É tão recente. É tão incompleto. É tão sem brilho.

Sem o brilho dos seus olhos, sem o som da sua risada, sem suas piadas que eram o motivo das minhas, sem sua amizade. Sem você. Tão sem você, tão sem cor.

E sem você é tudo pela metade. Falta algo que ninguém me proporciona. Falta algo que eu só encontro quando me lanço em adoração, é quando me sinto mais perto de você.

É quando eu encontro aconchego, quando encontro seu carinho, sua irmandade, seu afeto. Quando me encontro em você.

Ainda sou tão humana, tão fraca, tão pequena para entender as grandezas dos nossos destinos. Sou tão pequena para aprender a ficar sem você, a entender que não posso ficar esperando que você ou eu, esteja em cada vitória ou derrota, minha ou sua. Sou tão pequena quanto o dia em que você me deixou. Sou tão pequena quanto a fração de segundos que tive para me despedir. Sou tão pequena quanto a quantidade de ar que respiro enquanto escrevo. Tão pequena quanto o momentâneo ânimo.

De grande, a saudade. E as recordações de momentos bons. E o tamanho do meu sorriso quando falo sobre você.  E a aceleração do meu coração quando fecho os olhos e te vejo. Mas grande, grande mesmo, só o meu amor por você.

Ainda que você tenha partido sem mim, ainda que as providências tenham nos afastado, eu sei que você está bem, povoando tantos outros jardins. O amor espera. O amor entende. O amor supera. O amor crê.

E eu acredito tanto.
Acredito que aquela batida na porta podia ter sido você, mas faz tanto tempo desde a sua ida. De repente, como num piscar de olhos tudo acabou. Ano após ano eu encontro sinais da sua partida.

Sete anos e sete meses e eu não pensei em nada que não fosse o desejo da sua presença. Não pensei em nada que não fosse uma forma de controlar esse sentimento, porque você já se foi.

Nunca haverá ninguém como você.

Para você, toda minha saudade e meu amor de sempre; Porque sim, eu sei que um dia vou te encontrar eternamente.


"Cada simples pensamento meu é uma medida
Que há tempos decidiu te amar sem reservas
Tudo o que tenho de valor, são as minhas memórias
Se elas partissem, eu partiria em dois"  

Ainda olho para o céu quando estou triste, ainda te enxergo nas estrelas, meu moranguinho.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Profissional.

Agora ficou mais fácil de entender, agora tudo faz sentido... eu descobri que você é um boboca profissional.

Você tem o hábito nada saudável de desperdiçar chances de ser feliz, de jogar fora pessoas que te querem bem.
Costuma fingir ser algo que não é, de se mostrar alguém bom, fingir ser verdadeiro e claro.

É profissional na arte de seduzir, de jogar com sentimentos, de ser uma farsa, de saber ser várias pessoas em um só. Sabe dissimular, se mostrar frágil.

Sabe também ser gentil, cavalheiro e atencioso, apenas para obter o que quer.
Só não sabe - ainda - que quem está perdendo é você.


Mas eu, eu sei bem... sei que nessa sua "profissão-boboca" não fui a primeira, fui apenas mais uma.


quinta-feira, 19 de julho de 2012

(I)Maturidade

Fico pensando - e me divertindo - na capacidade que alguns homens possuem de se enxergarem mais espertos que o mundo inteiro, a prepotência é tanta que imaginam que são capazes de tudo sem ser descobertos, só não imaginam o quanto se passam por bobos, o quanto a maturidade passa longe de suas atitudes.
Faço parte do grupo de mulheres sensíveis, românticas, ansiosas e extremamente impulsivas... Mas nem a minha impulsividade me faz reagir diante de um homem boboca, é perder tempo!
É tão mais cômodo deixar as coisas como estão, assim, achando que não sabemos de nada, e no final, só manipulando o que eles podem ou não saber que sabemos, que sentimos, que fazemos e que queremos. Desse jeito assim, ignorando tudo que falam, partindo para outra deixando com que pense que um dia você se apaixonou por ele, pensando que nem desconfia que ele é uma criança insegura que não tem coragem de se entregar ao real sentir. Deixando ele achar que te fez de trouxa, deixando achar que ele ganhou.
Bobinho.
Até podia destruí-lo, há poder para isso. Mas não, porque o coração é bom demais para desejar o mal, lamento apenas pensar quantas poucas conseguirão passar ilesas por ele da forma como passei.
No final de tudo, estou só acumulando energia para usá-la apenas para o dia da inauguração da creche que fundarei para todos os meus ex-namorados.

Porque você, ah... você foi só mais um achando que meu coração era um picadeiro.



quarta-feira, 11 de julho de 2012

Para pensar.

Venho passado por um situação de, digamos, revolta.
Ando indignada com a importância que as pessoas dão a cuidar da vida dos outros. Inconformada com a falta de respeito, com a hipocrisia e falso moralismo.
Me irrita ver as pessoas criticando atitudes que só precisam de uma oportunidade para fazer igual; O julgamento sem base alguma, apenas com a intenção de denegrir a imagem do outro afim de se sobressair. Me irrita o desprezo com a forma de vida escolhida por alguns.

Sabe, se de repente cada um cuidasse de fazer igual a tantos outros, a viver sem reservas, assumindo a consequência de suas escolhas. Afinal, os benefícios e malefícios pertencem a quem os escolheu, não há motivo para sua preocupação.

No fundo, cabe a cada um escolher como deve e quer viver.
Abra mão dessa mentalidade pequena, tão apegada a mínimos valores. Seja livre.

Pare de me julgar e vá ser feliz, como eu sou!