quinta-feira, 14 de julho de 2011

Dependência.

Não como negar, todo esse tempo escrevi para você,
escrevi para que você lesse.
Não posso tirar de mim essa fuga que vem da escrita,
esse jeito de te falar sem mostrar minha cara.
Eu ainda sou a mesma, não me meça com outras medidas,
com suas próprias medidas.
Ainda sou a boba de sempre.
A que ama olhar nos olhos, mas morre de vergonha de ser encarada.

Se tudo pudesse ser diferente, se não houvesse empecilho.
Se ainda pudéssemos ficar juntos.
Tantas dependências.

Tanta coisa não estava nas minhas mãos que desisti de pensar no se.
E comecei a pensar em mim.

domingo, 3 de julho de 2011

A praça.

Passar por aquele lugar me trouxe lembranças de você,
do nosso primeiro encontro,
da primeira vez que eu te vi.
Primeiro beijo, primeira troca de olhares.
O momento tão esperado.
A praça me trouxe você de volta, mesmo que por pouco tempo,
eu pude viver nós dois novamente.

Ao sentar naquele banco, onde passamos a noite inteira juntos,
revivi momentos nostálgicos, 
e foi lá, naquele banco
que eu deixei minha saudade.



"Hoje pensei tanto em nós dois, que não podia deixar pra depois.
E eu vim aqui só pra dizer, que eu sou louco por você."

domingo, 5 de junho de 2011

Não confunda.

Amor não é ser sensível.
Não é desfrutar do outro, 
para amar você não precisa necessariamente sentir prazer;

Como diria Michel Quoist, amar é dar-se.
Amar é se doar.
Não confuda seu egoísmo com amor.
Você não ama apenas por se sentir bem ao lado daquela pessoa.
Amar não é olhar para você, é olhar para o outro.
Amar é construção, é querer o crescimento do outro.
Amor exige renúncia, exige esquecimento, sacrifício. Não se pode ter tudo.

Amar é querer a felicidade do outro mesmo que para aquilo
você tenha que abrir mão dessa mesma pessoa, mesmo que aquilo não te faça feliz.
É continuar amando mesmo que aquilo não te traga respostas imediatas.
Amar é cuidar, zelar, ser paciente, crer, compreender. É esperar.
Amar é rezar todos os dias para que Deus te cuide
e faça feliz.

E assim, eu te amo.
muito.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Não me objetifique.

Eu não posso ser seu sonho, não posso ser seu desejo de consumo.
Sou uma mulher com meus desejos e vontades,
com meus sonhos.
Eu sou livre e
Não posso realizar apenas suas vontades, nem servir de espelho para você,
Não posso te refletir em mim, com seus gestos e atitudes.
Não posso ser tirada do meu lugar e ser posta onde você quer.
Eu não vou ficar na sua estante,
Eu não sou um lugar que você pode ir e vir quando desejar.



 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Como ter a certeza de que vai passar, 
se o que antes me dava essa segurança,
hoje me causa dor?



domingo, 22 de maio de 2011

Nas mãos.


- Você tem um cigarro?
- Estou tentando parar de fumar.
- Eu também. Mas queria uma coisa nas mãos agora.
- Você tem uma coisa nas mãos agora.
- Eu?
- Eu.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

De nós.

Eu posso te falar de nós dois sem que você me fale nada depois?

Está sendo tão difícil acreditar que a distância nos venceu.
Que eu não tenho você só por isso.

Olhar para o ursinho de pelúcia que me passava 
a sensação de você estava ali e não sentir mais nada.
Ter que esconder, porque qualquer recordação é dolorosa.

Passar por lugares que antes eram tão meus,
e somente meus,
e ver você em todos eles.
Mesmo depois de falar tanto em perdas,
ainda é difícil achar as palavras que consolem.

Vou repetindo sempre que vai dar tudo certo,
pra ver se assim eu consigo me convencer.
pra ver se assim eu fico bem logo,

porque não aguento mais ficar esperando a sua ligação.