Não faço nada esperando algo de volta. Faço porque me sinto bem fazendo o bem para quem amo. Faço, porque apesar de remar contra a maré, acredito demais no que se sente. Faço porque sempre acreditei que não perdia por amar. Errei. Quando sou impedida de fazer, perco ali um pouquinho de quem sou. No vazio que fica, ausências de respostas de perguntas que não deveriam existir. Como amar pode significar não estar junto? Como silenciar quando o coração grita? Como esperar o tempo quando se tem urgência? Como entender que não falar é resposta? Desconstruir conceitos, ressignificar histórias, recomeçar. Entender a hora de se retirar, ainda que custe. Ainda que seja a última coisa que quer fazer. Controlar a ansiedade, respirar. Uma, duas, três vezes. Olhar ao redor, fechar os olhos, se resgatar e entender que não importa, eu vou sempre amar.
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