Eu sempre fico assustada com minha miserabilidade.
É desconfortável o quanto ela mexe na minha vaidade e independência.
O deserto me encontra para me mostrar que eu não sei nada e que planejar não faz tanto sentido assim.
Viver essa miséria dentro de um período quaresmal é infinitamente mais dolorosa.
Me faz olhar pra perto, me revolta.
Há tantos porquês sem respostas.
Há tantas perguntas que não deveriam ser feitas.
Há tão pouco de bom em mim.
Sobra choro engolido, força inexistente e uma naturalidade não saudável.
Sobrevive uma fé desregrada, originada por um desejo de paz mas com total descompromisso. De quem procura quando precisa.
Aceitar que falhei quando mais preciso acertar, é doloroso.
Por onde meu coração vagou até te pedir pra renovar meu sorriso?
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